Sobre ratos e homens

É o nome de um livro de John Steinbeck publicado em 1937, e que mais tarde em 1939, foi levado para o cinema, dirigido por Lewis Milestone e mais recentemente em 1992 por Gary Sinise com uma belíssima interpretação de John Malkovich e Gary Sinise. Recomendo a leitura e o visionamento do filme. É isento de estímulos fóbicos para aqueles que possam ter mais receio de ratos. O que é que isto pode ter a ver com autismo? Tudo. Se pensarmos, os ratos, à semelhança destes dois exemplares que aqui estão nesta fotografia, têm sido incansáveis na ajuda às inúmeras descobertas cientificas que têm sido feitas em inúmeras áreas e também no autismo. São muitos aqueles que são lembrados como participantes incansáveis na luta pelas descobertas cientificas, mas nunca são lembrados os ratos. Aqui fica o reconhecimento, póstumo para muitos deles. Têm sido inúmeros aqueles exemplares injectados com determinadas substâncias, ou sujeitos a determinadas situações para simularem os comportamentos autistas. Mas tudo isto também me levou a reflectir sobre as imagens que partilhamos sobre o autismo. Ou seja, o que todos nós partilhamos nos nossos trabalhos, nestes mesmos posts, na redes sociais com as imagens e vídeos das crianças, jovens e adultos a autistar ou a terem momentos de desregulação do comportamento Algumas imagens que causam maior angustia a uns do que a outros. Enquanto alguns vão dizendo que é importante mostrar a realidade do autismo. Tudo isto contracenado com as frequentes imagens de caras tristes ou zangadas, maioritariamente com os braços cruzados ou no ar em jeito de ameaça ou desconforto.Mas depois também há aquelas outras imagens de crianças, jovens e adultos em que estão sempre a sorrir, sem que se saiba se o sorriso estar a ser consciente ou não, mas isso nem parece interessar para a grande parte dos casos. Haverá certamente uns que sentirão o autismo como um peso, uma dificuldade ou um castigo, entre outras coisas mais negativas, e como tal tentar passar essa mesma imagem ou pelo contrário sublimar mostrando o seu oposto. Ainda assim, será importante que pensemos que todas estas imagens que partilhamos representa aquilo que muitos de nós pensa sobre o autismo. É apenas uma outra forma de comunicar. O certo é que é importante poder chamar a atenção sobre várias questões no autismo. E atendendo a que os posts na internet e nas redes sociais com gatos e cães têm sempre mais visualizações do que todos os outros. Talvez seja altura de começar a postar com imagens de ratos brancos e fofinhos a brincar. Se ainda assim não funcionar, atendendo a que o meu racio de publicação diário é grande, talvez consiga ajudar a dessensibilizar algumas pessoas com fobia a ratos.


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