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J'Accuse

Tal como poderão ler no jornal que o jovem ardina apregoa, esta foi a frase retida da carta de Émile Zola ao Presidente da Republica de então em 1898. De forma alguma pretendo igualar o feito de Zola, nem na qualidade ou na quantidade de palavras usadas na apresentação da sua tese.


Mas penso ser importante referir o seguinte. Embora as pessoas autistas não sejam mais propensas a cometer crimes, elas estão presentes no sistema de justiça criminal em número suficiente. E são várias as razões para tal. Seja devido às interacções desfavoráveis com o sistema judicial criminal ou outras.


Contudo, as pessoas autistas são percebidas de forma desfavorável nos processos judiciais, resultando em sentenças mais severas.


Seja porque os Juízes e respectivos Magistrados do Ministério Público têm (ainda) escasso conhecimento relativamente ao autismo. Assim como também os advogados que vão representar as pessoas autistas na defesa da sua pessoa. O certo é que parece não haver um equilíbrio no sistema judicial criminal na apreciação das situações em que uma pessoa autista está envolvida.


Como em outros temas já tem acontecido (e.g., audição de crianças em tribunal, etc.), é fundamental que estes profissionais possam ser ajudados a compreenderem de forma mais capaz as pessoas autistas.


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