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A vida é um ciclo infinito de possibilidades. Aproxima-se o fim de uma etapa (Ensino Secundário) e o inicio de uma outra (Ensino Superior). Uns e outros terão mais ou menos preservado o espírito "Linda de Suza" (os mais novos perguntem aos pais). Perseverança, motivação, coragem mas também apoio são alguns dos ingredientes que muitos jovens Autistas irão necessitar para fazer esta viagem.

O ano lectivo 2018/2019 está quase terminado. São muitos os alunos candidatos aos Ensino Superior e a procurarem prosseguir a sua formação numa área profissional. São muitas as incertezas do que poderá acontecer mas também são muitos os desejos do que se quer ver a acontecer. Os pais tal como os seus filhos têm um conjunto de expectativas e sonhos mas também de incertezas e receios face ao que os seus filhos irão necessitar de ultrapassar enquanto obstáculos. É um processo muito igual para todos os candidatos e as suas famílias. Mas para alguns há um conjunto de pormenores que faz aumentar os receios face ao desconhecido e expectativas face à multiplicidade de possibilidades.


Os Autistas estão cada vez em maior número a concorrer ao Ensino Superior. É assim no estrangeiro mas em Portugal está tendência também se tem acentuado. São várias as razões que o justificam e que já tenho escrito em posts anteriores. Penso que o facto de ter em acompanhamento 23 jovens autistas (homens e mulheres) é uma inspiração e que uso muito frequentemente enquanto exemplo para justificar o porquê de continuarmos todos a necessitar de lutar por um acesso mais inclusivo ao Ensino Superior. Mas também todo um conjunto de outras medidas necessárias ao restante caminho até à sua finalização.


Gostaria de me centrar em algumas informações que me parecem fundamentais e que nem sempre são difundidas junto da comunidade. O ano lectivo ainda em funcionamento (2018/2019) lembro que houve um aumento de 30% de jovens com necessidades inclusivas diversas que entraram no Ensino Superior. Em parte este facto também se deve a uma nova medida - o contingente especial. Este ano lectivo passou a existir na 1ª e 2ª fase de candidatura uma percentagem acrescida na percentagem para incluir os alunos com estas características. Ou seja, alunos que foram integrados no antigo DL 3/2008 e agora DL 54/2018 no Ensino obrigatório devido ao seu diagnóstico. Mas também aqueles que nunca foram diagnosticados até então ou que foram apenas no 11º ou 12º ano podem concorrer ao abrigo deste contingente especial.


Para além disso relembro que há cada vez mais Instituições de Ensino Superior que se encontram de alguma forma preparadas para estes alunos de uma forma geral e algumas também para os Autistas. Assim, há cada vez mais Instituições que procuram ter no seu regulamento interno uma adequação do DL 54/2018 para os seus alunos para que continuem a ter esse mesmo apoio. Chamo a atenção para os alunos e os seus pais de recorrerem aos serviços de apoio ao aluno na respectiva Instituição onde o seu filho se pretende candidatar para informar acerca dos requisitos necessários e que tipo de apoios poderá beneficiar. Ou então poderem informar-se junto de alguns organismos existentes e que centram a informação necessária ao processo (ver aqui - http://www.gtaedes.pt/ )


Relembro também que o PIN traduziu um conjunto de guias de boas práticas para o Ensino Superior com o objectivo de informar e sensibilizar os vários agentes envolvidos para melhor se adequarem na recepção ao aluno Autista (ver aqui - http://www.autism-uni.org/bestpractice/manuais-de-boas-praticas/ ). O próprio PIN tem uma equipa que tem intervindo nos últimos anos a nível individual ou na sensibilização da comunidade académica para as perturbações do neurodesenvolvimento. Ainda recentemente o nosso colega Dr. Ivo Pinto esteve na Universidade Lusíada no Porto a abordar este tema. Para todos aqueles que têm filhos autistas a terminar o 12º ano e a desejar concorrer ao Ensino Superior podem e devem recorrer a toda ajuda e esclarecimento possível para melhor encaminhar este processo seja na candidatura mas também no decorrer do mesmo. O caminho continua e os desafios que o mesmo representa também. Por isso a nossa equipa no PIN continua a desenvolver estas sinergias com as mais variadas Instituições em que os seus clientes estudantes universitários frequentam para que estes mesmos espaços possam desejar tornar-se mais inclusivos

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