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Faz todo o sentido

"Video killed the radio star!". Todos aqueles com mais de 40 anos já ouviram esta frase. A primeira música/videoclip a passar na MTV. Na altura equacionou-se que a entrada do vídeo e do digital "mata-se" a rádio e os clássicos. Mas não, em pleno séc. XXI continuamos a reinventarmo-nos.

Este post não é um texto saudosista de como a entrada da MTV foi uma revolução completa. Mas bem podia ser! Porque a nossa evolução enquanto espécie humana está replecta de revoluções. Umas maiores do que outras, mas que implicam necessariamente uma mudança. E no Autismo as mudanças parecem estar a acontecer quase com a mesma velocidade que a entrada na tecnologia nas nossas vidas.


Há não tantos anos quanto isso quem ouvia falar de Autismo? E saber do que se tratava? Ainda que hoje continue a ser muito necessário falar sobre o tema, é importante termos em conta que a Sociedade não está no patamar zero. Já ouviram falar, seja num podcast, num video postado numa rede social ou num blog cientifico ou de pais interessados na divulgação de determinada situação. Eu ainda sou do tempo em que havia homens e mulheres a vender de porta a porta as enciclopédias e se assinava a Readers&Digest. Para termos agora o conhecimento a cair em cima do nosso colo. Por vezes literalmente, especialmente se tivermos o portátil ao nosso colo e estivermos ligados |à internet por Wi-Fi.


Hoje mais do que nunca fala-se sobre Autismo e sobre uma grande diversidade de condições relacionadas com o Autismo - síndromes genéticas e possiveis rastreios, comorbilidades psiquiátricas e medicação. Ainda que se fala da possibilidade do Autismo ser causado por uma determinada vacina, o próprio movimento de cientistas, pais e Autistas tem procurado desmistificar essa informação enquanto fraude.


Quantas vezes não ouvimos em consulta os pais dizer - "Isto é autismo, só pode ser! Mas depois há tantos outros comportamentos que o nosso filho apresenta que ficamos confusos e não sabemos do que se trata!". Ou "Eu li na DSM 5 que o Autismo pode apresentar diferentes níveis de gravidade, mas não sei como identificar isso na minha filha?". Essas e outras questões, observações, comentários estão cada vez mais presentes no quotidiano das pessoas. Penso por exemplo no meu dia-a-dia de clinica com Autistas Adultos e que todos os dias trazem informação nova que leram, viram ou ouviram nas redes sociais, blogs, etc., e que procuram ver melhor esclarecidas. Alguns fazem questão de ter eles próprios redes sociais individuais ou de grupos em que partilham e comentam informação fundamental para a vida de todos nós.


A proliferação de livros na área do Autismo mostra precisamente esse movimento e importância dada ao tema. São profissionais da área ou até mesmo equipas inteiras que escrevem de forma organizada sobre o tema, como é o caso do livro Sentidos. Ou então Autistas que escrevem livros a reportar experiências sentidas na primeira pessoa.

E também fundamentalmente começa a existir cada vez mais situações de pessoas que se dirigem à minha consulta a referir que leram um texto que escrevi ou que de outra pessoa, ou um video ou documentário a falar sobre o Autismo e que se identificaram muito com o que foi falado e que gostariam de saber se também são Autistas.

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