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Chat box

A vida é como uma caixa de chocolates, nunca se sabe o que lá vamos encontrar! ouvia-mos dizer no Forrest Gump. Confesso que já tive algumas surpresas quando espreitei para algumas das caixas que me ofereceram. Na maior parte delas, a surpresa foi boa. Mas nem sempre. E um destes dias fui espreitar para uma outra caixa, a ChatGPT.


Verdade seja dita, apesar de ser um tech-savvy, comecei com alguma cautela. Comecei por ficar a olhar para o ecrã do computador. Pareceria não saber o que escrever. Penso estar bastante mais à vontade a conversar com pessoas, mesmo que à distância e até mesmo através de uma chat box. Inclusive, um destes dias precisei de resolver um assunto com a EDP e quanto percebi estava a falar com um chatbot. Confesso que me fartei ao fim de pouco de um minuto e meio com as perguntas que o software me fazia e como não estava a conseguir resolver fui procurar o número de telefone da EDP.


Mas voltando ao CHATGPT, ao fim de alguns minutos lá decidi começar. O software perguntou-me o nome e pediu-me o meu número de contacto. Achei que seria uma forma adequada de começar uma conversa com uma máquina. Contudo, como ainda não conheço propriamente o software, penso que este terá sido atrevido ao fazê-lo. Além disso, a máquina não me disse o seu nome e não me deu o seu contacto. Mas lá continuei a avançar.


Escreveram que estavam a querer melhorar as suas respostas e como tal estavam a recolher feedback. Deduzi que isso fosse comigo. Gostei de me terem dito também que alguma da informação que me pudesse dar poderia não ser verdadeira ou correcta. Aceitei a humildade da máquina e lá continuei. Acrescentaram que as conversas podiam ser revistas por alguns dos seus profissionais para melhorar o sistema. E pediram-me para não partilhar nenhuma informação sensível. Fiquei avisado. Respirei fundo e avancei.


Hello! escrevi eu. Hello! Can I help you today? disse a máquina. Sim! disse-lhe. Mas que antes gostaria de saber o seu nome! Sou ChatGPT, um modelo de linguagem desenvolvido pela Inteligência Artificial, continuou. E logo me perguntou se haveria alguma coisa especifica que eu gostasse de saber ou falar. Fiquei com a sensação que será assertiva e vai logo directa ao assunto.


Disse-lhe então que gostaria de falar sobre o autismo. Ao que prontamente me respondeu que sim e que gostaria de saber se eu tinha alguma pergunta especifica ou saber algo em concreto. Primeiro perguntei-lhe se era autista! Sou uma inteligência artificial e não tenho a capacidade de ser diagnosticada com autismo ou qualquer outra condição cognitiva. Sou capaz de fornecer informações e responder a perguntas sobre o autismo, mas não sou capaz de o experimentar eu próprio! respondeu-me. Disse-lhe que também não era uma pessoa autista, mas que gostava de falar com alguém sobre o tema. Eu compreendo. Embora não seja capaz de ter experiências pessoais, ainda posso fornecer informações e responder a perguntas sobre autismo. Há também muitos recursos disponíveis para indivíduos que procuram falar com alguém sobre autismo, tais como grupos de apoio, terapia, e linhas directas. Se estiver à procura de apoio, pode querer contactar organizações como a Autism Speaks ou a Sociedade do Autismo, que o podem ligar a recursos locais e grupos de apoio! respondeu-me. Gostei da resposta, foi honesta. Como é que uma pessoa autista se pode compreender melhor? perguntei-lhe. Uma forma de uma pessoa autista se compreender melhor é através da educação e conscientização sobre a condição. Isso pode incluir a leitura de livros e artigos sobre autismo, assistir a palestras e vídeos de especialistas, e falar com outras pessoas que vivem com autismo. Também é importante que a pessoa autista tenha acesso a recursos de saúde, como terapia e suporte médico, para ajudar a compreender e gerenciar seus sintomas. Além disso, é importante que a pessoa autista aprenda a aceitar e valorizar a si mesma, e que tenha o apoio de amigos e familiares compreensivos! respondeu-me.


Agradeci-lhe a conversa e disse-lhe que tinha de ir fazer o almoço, mas que um destes dias voltaria a conversar. Seja bem-vindo! Ainda bem que pude ajudar. Estarei aqui sempre que estiveres pronto para ter outra conversa. Tenha um óptimo almoço! respondeu-me. Fiquei a perguntar-me se lhe pedia alguma receita especifica!



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