A arte salva-nos

Friedrich Nietzsche escreveu, "We have art in order not to die of the truth". A verdade, sempre a verdade. A crueza do momento que vivemos parece impelir-nos a recriar a vida a partir da própria arte. Corremos para nos salvar. E lá chegado demoramo-nos. Porque a arte também nos faz perder. É ela que nos balança entre a rispidez da realidade e a estética da arte. A arte como desejo primário da vida. No autismo a realidade é árida e estende-se ao longo da vida. Viver num corpo e mente que nem sempre se compreende, ou que muitas vezes os outros não se esforçam por entender é difícil. Mas a arte salva-os também. A arte, tal como o mar é justo. Pois na arte, as pessoas sentem-se iguais. É isso que sinto ao encontrar a página A Arte do Autismo https://the-art-of-autism.com.Toda ela parece um mar de arte. Uma onda que nos refresca a mente e ao mesmo tempo nos recolhe, leva mar a dentro e nos mostra a vida da pessoa autista para lá do autismo que pensamos conhecer. E quando voltamos parecemos outros, enquanto nos secamos com a poesia feita de um espectro de luz.


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