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Espera um pouco filho!

Não é novidade para ninguém que a situação do COVID-19 está para continuar. Ainda recentemente se noticiou a existência de uma nova variante proveniente da África Austral. Além disso e em Portugal já está em marcha a aplicação da 3ª dose da vacina. E tem estado em debate a administração da vacina a crianças mais pequenas. E já tem sido observado que não há consenso em relação a isso. Sejam profissionais de saúde, mas também pais e outros envolvidos, as opiniões são variadas. E parece-me importante podermos ouvir todos.


E também no autismo esta questão se tem colocado. Vacino-me ou não? Tenho muitas dúvidas em relação a todo este processo! Além do mais, é conhecido uma história ainda recente no autismo e que tem a ver com as vacinas, ainda que com outras vacinas, e que tanta celeuma e más decisões tem criado. Estou a referir-me à vacina MMR (Sarampo - Rubéola - Papeira). E que durante determinado período de tempo foi apontada como causadora de casos de autismo.


Estas e outras questões têm levado os pais com filhos autistas, e em que alguns dos pais são eles próprios autistas, a repensar sobre a decisão na administração da vacina para o COVID nos seus filhos mais pequenos.


E aquilo que se tem verificado é que a percentagem de pais que diz ter a intenção de vir a vacinar os seus filhos com idade inferior a 12 anos parece ser muito semelhante quer se esteja a falar dentro ou fora do autismo. Contudo, ainda não se percebeu muito bem como é que este historial do autismo relacionado com as vacinas poderá vir a influenciar a decisão destes mesmos pais.


Aproximadamente um terço dos pais de crianças com autismo pretendem vacinar seus filhos contra o COVID-19 se for aprovada e recomendada uma vacina para crianças menores de 12 anos. As crenças positivas dos pais sobre as vacinas parecem estar associadas à sua intenção de vacinar os seus filhos autistas contra a COVID-19. No entanto, outras variáveis que se julgavam igualmente importantes, tais como a confiança nos profissionais de saúde, crença nos danos possíveis derivado da vacina e o estado da vacinação, parece que não tem um efeito sobre as decisões dos pais.


Embora os pais geralmente confiem nas recomendações dos profissionais de saúde pediátrica para tomar decisões sobre a saúde de seus filhos. Os dados provenientes de alguns destes estudos parecem sugerir que confiar apenas em relações de confiança pode não ser suficiente ao discutir as vacinas COVID-19 e que pode ser necessário reforçar a educação adicional para melhorar a confiança da vacina.


Ou seja, poderá ser importante que nas consultas de pediatria, os profissionais de saúde reforcem os benefícios das vacinas para que os pais indecisos possam fazer uma decisão informada e sem crenças erróneas e enviesadas sobre os riscos, benefícios e evidências actuais, especialmente aquelas relacionadas com o autismo.


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