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AIB: Autism is Black

Não se preocupem que não vou dar spoiler do novo filme MIB (Man in Black). No mês em que celebramos o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo é fundamental lembrar a importância do acesso aos cuidados de saúde para todos. Contudo, as pessoas autistas e principalmente aqueles que pertencem a alguma minoria étnica ou que vivem em países em desenvolvimento estão ainda mais desprotegidas a este nível. Tal como em muitas outras condições, as pessoas autistas em Africa carecem de um conjunto significativo de respostas especializadas. Seja ao nível dos cuidados de saúde primária e do acompanhamento em Pediatria ao longo da infância. Mas também na formação dos profissionais de saúde na área do autismo para que estes consigam fazer uma detecção precoce desta condição. Assim como de um número de profissionais suficientes e equipamentos adequados para fornecer uma intervenção ao longo da vida. Mas se pensam que estas situações ocorrem apenas em Africa ou em outros países em desenvolvimento enganam-se. Se ainda há muito para estudar e compreender no autismo, uma dessas questões é a prevalência desta condição nas minorias étnicas, o seu fenótipo e a evolução ao longo do tempo. Nos últimos anos esta necessidade tem sido estudada e tem ajudado a destapar outras questões. Se por um lado se confirma que as pessoas autistas pertencentes às minorias étnicas ou a grupos sociais desfavorecidos têm uma resposta de saúde, educativa e social inferior aos restantes. Até porque em alguns países a resposta especializada no Serviço Nacional de Saúde continua a ser escasso. Por outro lado, tem vindo a ser demonstrado que precisamente nestas minorias étnicas tem-se encontrado uma maior prevalência de diagnósticos de Perturbação do Espectro do Autismo comparativamente aos cidadãos caucasianos. Esta questão surge decorrente de um estudo realizado no Reino Unido onde foram analisados cerca de 7 milhões de estudantes entre os dois e os vinte e um anos de idade.


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