Uma margarida é sempre uma margarida

A Daisy Shearer foi diagnosticada com Perturbação do Espectro do Autismo na entrada da vida adulta. E foi então que muito da sua vida passou a fazer mais sentido, pelo menos um outro sentido com o qual ela já sabia como lidar. Coisa que até então era sentido como bastante difícil. Na escola era considerada aquilo que vulgarmente se designa de cabeça no ar. Mas o certo é que ninguém conseguiu compreender a sua capacidade criativa. Numa das muitas aulas que teve, um dia ouvir falar de orbitas e electrões e ficou fascinada em mecânica quântica. Do ponto de vista social sempre se sentiu um zero, e foram várias as vezes que sentia que não sabia o que dizer, perguntar ou fazer em grande parte das situações. A história da Daisy não é muito diferente de outras "margaridas". E poderíamos dizer que a sua história relativo às suas características relacionadas com o Espectro do Autismo se podiam confundir com algumas condições, mas não é o caso. A situação da Daisy, ainda assim é suficientemente straightforward. Ainda que o facto de ser uma excelente aluna lhe tenha trazido maiores dificuldades. Principalmente porque ainda se continua com a ideia de que as pessoas no Espectro do Autismo não podem ter este tipo de competências cognitivas. Além do seu trabalho na área da Física, a Daisy (ver aqui) procura promover uma maior conscientização para a questão da Perturbação do Espectro do Autismo e da neurodiversidade (ver aqui).


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