Também se morre de solidão

É algo sentido universalmente - a solidão. Não será igual para qualquer um de nós. As razões são multifactoriais. Mas parecem haver umas pessoas em maior risco. No caso do Autismo esta situação parece fazer parte integrante.

Apesar de ainda haver quem pense que os Autistas não se relacionam com ninguém - ideia completamente errada. O certo é que as relações e interacções sociais são uma dificuldade marcada no Autismo. Não é em todas as situações mas há casos de Autistas que optam por um maior isolamento social. Ainda que esta opção possa derivar do sofrimento sentido em relação a este contacto social.


Um estudo publicado recentemente aponta a população autista como estando em risco de morte prematura. E que em parte o isolamento social é responsável por esta situação. Não só mas também porque este maior isolamento social parece estar relacionado com o surgimento ou potenciar de outras doenças. Para além de nesta população haver uma predisposição para o desenvolvimento de outras condições médicas.


Será importante, como em muitos outros estudos avançar com a devida precaução para a interpretação dos resultados. Poder dizer-se que ser autista coloca directa e causalmente a pessoa em risco de uma morte prematura parece largamente abusivo e contraproducente face à ausência de dados cientifico e comprovadamente válidos.


No entanto penso ser importante explorar dentro do autismo nas pessoas que têm maior actividade social se os indicadores de saúde, bem estar e de qualidade de vida podem estar correlacionados. Parece-me mais fiável que esta última possibilidade faça mais sentido. Autistas que conseguem ter um maior equilíbrio e respeito pela sua condições e respectivas características e escolhas face à interacção social. E como tal possam ter contactos sociais mas não ao ponto de ser causador de ansiedade, sofrimento ou até mesmo ser contrário à sua vontade.

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