Quem não tem cão caça com gato

Quem nunca ouviu? E quem nunca teve de pôr em prática este dizer? Muitos de nós ao longo da vida e quando confrontados com determinados obstáculos, já tivemos de apelar ao nosso engenho e criatividade para resolver certas situações. Aquilo que se fala de uma componente cultural e que define os Portugueses - desenrascanço. Mas seja em Portugal e em várias outras partes do mundo, há pessoas que fazem deste dizer um modo de vida. Ou seja, muitas pessoas, mais do que aquelas que desejaríamos, devido às suas condições sócio económicas e outros constrangimentos psicossociais têm um conjunto de dificuldades marcadas no acesso às resposta de bens fundamentais - educação, justiça e saúde. Agora imaginem o que sentem as pessoas que além de terem estas condições, têm também um ou mais filhos com determinas condições de saúde que requerem uma atenção médica especializada e continuada no tempo. Como por exemplo, famílias com filhos com Perturbação do Espectro do Autismo. É sabido que esta perturbação do neurodesenvolvimento afecta milhões de crianças, mas também jovens e adultos e as suas famílias em todo o mundo. É conhecido por afectar todos os grupos de pessoas independentemente de raça, etnia, nível sócio-económico ou origem de nascimento. E de acordo com os relatório mais recentes, 1 em cada 54 crianças é diagnosticada com PEA nos EUA. E embora a maioria dos estudos de prevalência de PEA sejam realizados no Ocidente e em certos países europeus, vão começando a existir estudos epidemiológicos mais recentes e que reportam a mesma tendência em outras partes do mundo. Nomeadamente, nos países em desenvolvimento, em que as condições de vida de uma percentagem significativa das pessoas é mais baixa. Além da ainda maior escassez de profissionais de saúde, e em particular com formação no Espectro do Autismo. A realidade das pessoas com autismo e das suas famílias torna-se ainda mais dramática. A realidade é assimétrica e injusta para todos estes milhares de pessoas que sem saber como e a quem pedir ajuda procuram ainda assim dar uma resposta às necessidades dos seus filhos autistas. É fundamental que a comunidade cientifica e médica possa, além de estar consciente em relação a este facto, possa criar sinergias com as Associações locais nestes países e desenvolver parecerias para o acompanhamento à distância, seja das próprias pessoas autistas. Mas também na procura ed capacitação das famílias que estão sempre presentes na vida dos seus filhos. E dos profissionais de saúde que existem no local e que podem beneficiar de orientação e consultoria no encaminhamento dos casos. Por exemplo, o Autismo n'Adulto tem vindo a procurar contactar os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, junto das Instituições existentes que trabalham com o autismo, para procurar esta ligação. É um dever de qualquer um de nós poder participar criação de uma qualidade de vida melhor no Outro, independentemente da distância.


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