Proporções dramáticas

Em 2020, prevê-se que um quinto (1/5) da população da União Europeia tenha algum tipo de deficiência. Esta frase podia ser lida em 2010, há 10 anos atrás. Era dramática na altura e hoje ainda mais o é. E porquê? Não é pelo facto de haver pessoas portadoras de deficiência. Mas sim pelo facto destas pessoas continuarem a ser tratadas de forma desigual, nomeadamente no acesso ao mercado de trabalho. Quase a finalizar 2020 e vamos continuar todos a assistir a uma ausência de politicas que possam ajudar a mudar os comportamentos de todos nós. Porquê? Porque empregar pessoas portadoras de deficiência não é rentável? Se pensa dessa forma talvez deva ouvir o que as empresas que as têm contratado têm para dizer. Os resultados ao nível da produção, mas também do bem estar gerado junto de todos os colaboradores por esta mudança mostra o contrário. A crença de que contratar pessoas portadoras de deficiência não é rentável cai por terra. A neurodiversidade, ou seja, a forma diferente que todos nós temos em processar a informação traduz-se numa mais valia para o tecido empresarial e para a economia. Termos na nossa Organização pessoas que pensam de forma (neuro)divergente é uma mais valia acrescentada. E se não é essa a razão de empregar pessoas portadoras de deficiência, então qual é? Se pensa que estas pessoas são agressivas ou causam mal estar nas Organizações, deveria pensar duas vezes. O mal estar e as relações de trabalho conflituosas ocorrem quando a percentagem significativa de trabalhadores não são portadores de uma deficiência. Provavelmente a razão que melhor justifica este acontecimento prende-se com o estigma de uma percentagem significativa de nós em relação à saúde mental. Não está cansado de fazer parte da percentagem de pessoas que dificulta a vida das pessoas portadoras de deficiência?


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