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Para(os)olímpicos

Os Jogos Olímpicos Tóquio 2020, começaram no dia 23 de julho e seguem até dia 8 de agosto. Apesar de todo um conjunto de constrangimentos devido à situação actual, este grandioso evento não vai deixar de se realizar. E como sempre, os Jogos Olímpicos não podiam deixar de ter algumas situações mais sensíveis. Desde o atleta de Judo Argelino Fethi Nourine, que abandonou as provas por não desejar tocar num atleta Israelita. À atleta halterofolista Neozelandesa Laurel Hubbard, que será a primeira mulher transgénero a participar. Observamos uma cada vez maior diversidade neste tipo de eventos. Ao ponto da comunicação social chamar a atenção para o facto destes Jogos Olímpicos terem o maior número de atletas participantes LGBTQI+. E alguns perguntar-se-ão do porquê deste tipo de atenção por parte de uns e congratulação por parte de outros. As pessoas que pertencem a determinada minoria vêem a sua participação no tecido social bastante diminuida, nomeadamente devido ao estigma social relativo à sua pessoa. Contudo, é fundamental todos podermos lutar por haver esta representatividade neste tipo de eventos, e ainda mais com uma enorme visibilidade. Funcionando como inspiração para muitas outras pessoas em todo o lado.


O mesmo se passa com as pessoas autistas. Já se perguntou se há ou houve algum atleta autista Olímpico?


Quando estava a fazer uma pesquisa pelo Google dei comigo a pensar - Mas os atletas autistas concorrem nos Jogos Olímpicos ou Paralimpicos? Confesso que não aprofundei a questão o suficiente para dizer com mais clareza se há algum tempo de condicionamento. Mas foi interessante o facto de ter dado conta de ter feito este exercício.


Mas ao fim de algum tempo de pesquisa, percebi que há exemplos de atletas autistas em ambos os eventos - Jogos Olímpicos e Paralimpicos.


Facto que além de contrariar mais uma vez a ideia de que as pessoas autistas não gostam da prática de actividade física. Estes exemplos, são demonstrativos também da capacidade única que as pessoas autistas têm para se treinar para este tipo de competições. E porque não haveriam de o estar, certo? É preciso é que a pessoa autista possa querer iniciar essa mesma prática. O resto segue o mesmo percurso que qualquer outro atleta.


A titulo de exemplo deixo-vos os nomes, modalidades e eventos que alguns atletas autistas participaram. Por exemplo, o remador Australiano Olímpico Chris Morgan que já vai no seu terceiro Jogos Olímpicos (2008, 2012, 2016). Enquanto que nos Jogos Paralimpicos, que como sempre se irão realizar após os Jogos Olímpicos, começam a 24 de agosto e terminam a 5 de setembro de 2022. E têm como exemplares de atletas autistas que já participaram em eventos anteriores, Mikey Branning um atleta Americano que ganhou a medalha de ouro nos 1500 metros nos Jogos Paralimpicos de 2016. Ou então, Jessica-Jane Applegate nadadora Inglesa que participou nos Jogos Paralimpicos, conquistou medalha de ouro em 2012. Ou, David Campion atleta de snowboard Australiano, ganhou a medalha de prata em 2017 nos jogos Paralimpicos.


É bem provável que possam haver mais exemplos. Mas não serão muitos mais. E para alguns pode ser uma questão menor. Contundo, para a pessoa autista poder sentir-se representada nos mais variados domínios na Sociedade é fundamental.


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