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Onde está? Onde estamos?

Ontem, 10 de Outubro, celebramos o Dia Mundial da Saúde Mental. Foram muitas as iniciativas, institucionais, internacionais, nacionais, locais e pessoais. Naquelas já habituais mas igualmente importantes foram lembrados os números. Sejam aqueles que espelham parte da realidade e do sofrimento psicológico das pessoas. Mas também da falta de profissionais especializados para ajudar a travar este flagelo. Mas também houve muitos que decidiram estar com as suas famílias, passear, sorrir, dormir, ler, conversar, brincar, etc. Sim, a saúde mental não se trava apenas nos hospitais e centros especializados, ou nas politicas de saúde mental. Tudo isso é fundamental. Mas é igualmente fundamental ajudar a criar condições, mostrando às pessoas como podem ser elas próprias, individualmente e em grupo, a poder criar condições para a construção de uma vida mais saudável e com qualidade de vida. E estas iniciativas necessitam de ser locais e nacionais, mas também internacionais. A saúde mental e o bem estar de todos nós não passa apenas por aquilo que está compreendido no nosso perímetro de segurança. Chega-nos todos os dias informações de pessoas como nós a procurar sobreviver em condições infra humanas e a fugir de conflitos armados. Importa criar a noção de que todos nós, qualquer um de nós, criança, jovem, adulto, independentemente do seu género, pode e deve assumir-se como embaixador da sua própria saúde. Com isso estaremos a criar desde cedo um espirito de tolerância e compreensão, ajudando a que as crianças sejam elas próprias a não ter iniciativas e comportamentos que possam causar sofrimento ao Outro. E que quando isso acontecer, sejam as próprias crianças a saber travar a escalada desses mesmos comportamentos. Até porque o contexto escolar quer-se também ele saudável e permeável a essas iniciativas. Ao fornecermos às crianças e às suas famílias condições adequadas e condignas de vida estaremos a fomentar uma melhor saúde mental. Para além das mais prementes como a habitação, alimentação, educação, saúde e justiça. É fundamental que as próprias famílias sintam que têm elas próprias recursos para poder fazer criar um espaço seguro, contentor e que ajuda a um crescimento saudável. Todos nós temos princípios e fundamentos válidos para construir este caminho. Mas precisamos que outras necessidades mais prementes não se interponham neste percurso. Desta forma iremos impedir que um número significativo de crianças cresçam com determinadas condições que evoluem para uma disfuncionalidade na adolescência e depois na vida adulta. Perpetuando todo um ciclo que agrava esta realidade. A saúde e a saúde mental necessita de estar desde logo e sempre com as pessoas, estando à disponibilidade de cada um os recursos para que essa realidade seja possível de acontecer.. Assim estaremos a capacitar e a co-responsabilizar todos nós por um crescimento mais saudável e com qualidade de vida.


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