Mudança de táctica: Um para cinco

Vou procurar não ser treinador de bancada, mas por vezes é importante rever a táctica. Principalmente quando os resultados apontam para essa necessidade. Five against one é o 2º álbum dos Pearl Jam e que mostrou bem em 60 minutos a identidade do grupo. Mas a música agora é outra. Porque no autismo continuarmos a verifica uma prevalência importante de Perturbação de Ansiedade associado, mais precisamente 1 e cada 5 casos.

Os adultos com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) têm duas vezes mais hipóteses de serem diagnosticados com Perturbação de Ansiedade do que pessoas sem autismo. E os seus irmãos não autistas também são mais propensos que a população em geral a receber um diagnóstico de ansiedade.


A maioria das ferramentas para medir e diagnosticar a ansiedade foi desenvolvida em populações neurotípicas, ou seja, de pessoas não autistas, o que deixa muitos de nós a pensar o quão confiáveis ​​e válidos eles são em pessoas com autismo.


O facto de irmãos não autistas de adultos autistas também terem maiores hipóteses de ansiedade do que a população em geral sugere que genes ou factores ambientais compartilhados podem contribuir para a sobreposição entre as duas condições. Os diagnósticos de ansiedade são mais comuns entre adultos autistas com inteligência média ou acima. Isso pode ser porque a ansiedade pode ser especialmente difícil de diagnosticar em adultos com deficiência intelectual, que podem ser minimamente verbais. Ser capaz de diagnosticar a ansiedade exige que alguém lhe fale sobre isso. Ainda que não seja a uma forma de poder verificar a existências destas características.


A situação aqui falada é a Perturbação de Ansiedade, mas poderíamos estar a falar de outras condições. Porque há percentagens muito semelhantes na Perturbação Obsessivo-Compulsiva e na Perturbação do Humor (Depressão). E em muitas, senão mesmo em todas elas se passa mais ou menos algo semelhante. Os instrumento de avaliação estão adaptados para uma população não autistas. E mais uma vez esta situação irá levar a um atraso no diagnóstico e futuramente no acompanhamento adequado. Atendendo a que na Perturbação do Espectro do Autismo a ocorrência de outras perturbações psiquiátricas é tão frequente já é tempo de mudar de táctica e tentar adaptar mais instrumentos para esta população.

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