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Intervenções de cabeceira

Os casos de Autismo avaliados em idade adulta aumentam. Os casos de Autismo diagnosticados em idade precoce e com níveis moderados de autonomia e independência acumulam-se. É urgente rever a playlist e deixar a máxima de vira o disco e toca o mesmo.

As exigências de uma criança Autista e os desafios criados são muitos. Seja pelas dificuldades comunicacionais ou de interacção. Mas também pelas questões comportamentais e temperamentais, os designados "meltdowns" e dificuldades na auto-regulação emocional quando a rotina é alterada. Ou as hipersensibilidades diversas e que colocam a criança exposta a uma multiplicidade de estimulos sonoros, visuais, olfactativos, gustativos ou tácteis amplificados a um extremo que leva a momentos de enorme angustia para as crianças e os seus cuidadores.


O reconhecimento cada vez mais rápido das alterações do desenvolvimento verificado pelos pais e/ou educadores. Mas também a existência de instrumentos e treinamento a profissionais mais capazes para fazer um diagnóstico precoce é cada vez maior. Derivado dessas possibilidades a Intervenção Precoce é cada vez mais uma realidade e que se quer aumentada e difundida por todo o país, do litoral ao interior. Como em muitas situações de saúde mental continua a ser difcil cumprir estas medidas e necessidades prementes das crianças e das famílias.


Associado a esta possibilidade a evidência cientifica é cada vez maior em relação à resposta da Intervenção Intensiva. Muitos pais de crianças autistas têm ideia deste principio atendendo a que muitos deles necessitam de levar os seus filhos 2-3 vezes ou mais por semana às diversas terapias necessárias. Seja Terapia da Fala, Psicomotricidade, Educação Especial e Reabilitação, Psicologia e ainda as consultas médicas necessárias. Mas quando falamos de Intervenção Intensiva queremos designar a possibildade de aumentar significativamente o número de sessões do programa de intervenção já conhecido para determinada situação. Por exemplo, o PIN já tem levado a cabo este tipo de trabalho na área da Perturbação Obsessivo-Compulsiva coordenado pela Dra. Soraia Nobre. Que a partir dos modelos de intervenção Comportamental e Cognitivo conhecidos para a intervenção na POC se acrescenta a possibildade de que a mesma seja realizada diariamente e durante um número aumentado de horas comparativamente ao habitual de uma consulta de 60 minutos.


Não é indicado para todos os casos mas a literatura vem referindo a eficácia deste tipo de intervenção e a maior capacitação da pessoa e do próprio grupo familiar. Para além desta eficácia aquilo que se verifica é que ao longo do desenvolvimento se vai verificando uma maior autonomia e independência. As familias e o próprio Estado dispendem de recursos económicos fundamentais e que precisam de ser melhor aplicados e de acordo com a constante evidência cientifica. Ou seja, os pais que pagam as várias terapias dos seus filhos Autistas ao longo de 10 a 18 anos até à entrada na maioridade, esperam verificar que trodo esse esforço é compensado pela maior autonomia e independência dependendo claro do quadro clínico de cada um.


Esta Intervenção Intensiva é mais onerosa pelas razões anteriormente referidas, seja pelo número de técnicos envolvidos mas também o número de horas necessários. No entanto, aquilo que se sabe é que os custos no Orçamento de Estado a médio-longo prazo caso as intervenções continuem a ser feitas como até então é maior. Ou seja, vamos continuar a ter inúmeros adultos autistas que não são autónomos e independentes o suficiente para poderem assegurar a sua sustentabilidade através do trabalho e participação civica na Sociedade.

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