Dietas da moda: não obrigado!

Chegados a maio é comum observarmos as típicas corridas às dietas. Basta olhar com atenção aos anúncios televisivos e os escaparates nas farmácias. Tal como não se percebe esta dinâmica também não se percebe como se procura "emagrecer" a compreensão do Autismo "escondendo" partes fundamentais!

"Quer perder peso? Saiba como!" Estas e outras frases são usadas com mestria para induzir a necessidade do serviço a adquirir para perder 6 Kg no espaço de um mês. Não é minha intenção falar-vos de dietas ou planos alimentares para o Autismo. Ainda que o tema deva merecer a sua atenção visto ser uma área que traz algumas preocupações aos pais e aos próprios. Seja pelas restrições alimentares ou pela hipersensibilidade olfactativa ou táctil, a alimentação no autismo não é fácil. Mas isso fica para outro post.


Aquilo que quero falar é do "emagrecimento" forçado que é feito na investigação no Autismo ao longo destes anos. Da mesma maneira que já tenho falado das amostras principalmente constituídas por homens e os problemas que isso acarreta para a compreensão do autismo como uma síndrome quase exclusivamente masculina. Ou o caso da não inclusão de adultos autistas com mais de 50 anos nos estudos científicos. Que por sua vez nos leva a caminhar no escuro face ao que pensamos saber sobre esta condição ao longo do ciclo de vida. Também acontece algo semelhante com o Défice Cognitivo.


Em primeiro lugar é importante referir que cerca de metade das pessoas com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) apresenta um Défice Cognitivo. É verdade, cerca de metade. Quase 50%. Para além disso há um outro número igualmente importante que em a ver com aqueles que não tendo Défice Cognitivo ainda assim apresentam um perfil cognitivo limítrofe. A questão mais uma vez é que na grande maioria dos estudos no autismo não estão a incluir estes participantes. E mais uma vez os resultados obtidos são referidos como caracterizando todo um Espectro, quando não parece ser verdade.


Se cortarmos uma maçã ao meio ela continua a ser uma maçã. Mas este facto não pode ser generalizado para o Autismo sob pena de não sabermos que "fruta andamos a comer".

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