Atenção, isto é uma simulação séria

Muitos conhecerão o jogo Grand Theft Auto, actualmente na versão 5. Ou então, já terão ouvido os vossos filhos falarem sobre ele. Não vou falar do jogo em questão ou dos malefícios que poderão ter, principalmente quando jogado numa idade não apropriada. Mas antes, da utilização da Realidade Virtual para treinar os agentes de autoridade em competências de interacção, quando vão intervir com jovens ou adultos com Perturbação do Espectro do Autismo no exercício da sua profissão. Mas também para treinar estes mesmos jovens e adultos autistas com ferramentas de como interagir com as forças de autoridade. Ao longo dos últimos 3 anos o PIN - Em todas as fases da vida, tem levado a cabo um projecto de formação com a PSP - Escola Segura. Este projecto que tem servido o objectivo de sensibilizar as forças de segurança para aquilo que são as Perturbações do Neurodesenvolvimento e Comportamentais. Ajuda-los a melhor compreender algumas das suas características, mas também a enquadra-las no âmbito do desenvolvimento. Em muitas situações ao longo desta formação foi surgindo as habituais questões de como é que essa situação poderia ser resolvida numa situação real. Isso acontece aqui e em todas as formações, a necessidade dos formandos se transportarem para uma situação real, para que consigam melhor visualizar aquilo que estão a aprender. E por mais que o formador possa ter conhecimento e capacidade para apresentar a situação e levar os formando a gerar imagens mentais, a utilização da Realidade Virtual consegue criar uma experiência imersiva, muito próximo daquilo que ocorre na realidade. No caso da formação com os jovens e adultos autistas, a formação em contexto habitual, e ainda mais dentro deste tópico de como interagir com as forças de segurança pública, pode tornar-se facilmente aborrecido. Ainda que se possam usar situações reais de treino em que estejam envolvidos agentes de autoridade para interagir com os jovens, algumas das situações de hipersensibilidades destes pode causar mais constrangimento. Dai que a utilização da Realidade Virtual seja uma mais valia, nestes aspectos, mas também para aumentar a motivação na participação. Até porque no grupo de formandos autistas é esperado uma maior dificuldade nestes em criarem imagens mentais das situações, coisa que a Realidade Virtual é excelente a fazer.


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